Parque Natural Municipal Francisco Affonso de Mello

Trata-se de unidade de conservação localizada na Serra do Itapeti, município de Mogi das Cruzes, Estado de São Paulo, que possui área de 352,3 hectares do bioma Floresta Ombrófila Densa e tem como objetivos a preservação de ecossistema natural local, a realização de pesquisas cientificas e o desenvolvimento de atividade de educação e interpretação ambiental, de recreação em contato com a natureza e de turismo ecológico. Além disso, segundo a Lei Municipal nº 6220, de 29 de dezembro de 2.008, o parque deverá: I - contribuir para a manutenção da diversidade biológica e dos recursos genéticos no território municipal e seus arredores; II - proteger a fauna e flora; III - contribuir para a preservação e a restauração da diversidade do ecossistema natural; IV - promover o desenvolvimento sustentável a partir dos recursos naturais; V - assegurar a utilização dos princípios e práticas de conservação da natureza no processo de desenvolvimento; VI - proporcionar meios e incentivos para atividades de pesquisa cientifica, estudos e monitoramento ambiental; VII - favorecer condições e promover a educação e interpretação ambiental, a recreação em contato com a natureza e o turismo ecológico; VIII - integrar-se com as demais unidades de conservação e espaços territoriais especialmente protegidos em seu entorno.

Segundo Morini & Miranda, na apresentação do livro Serra do Itapeti: Aspectos Históricos, Sociais e Naturalísticos, “A Serra do Itapeti está inserida junto à borda do Planalto Paulistano, na subzona conhecida como Colinas de São Paulo, caracterizada por grandes extensões de morros com topos arredondados e vertentes às vezes abruptas, de perfil retilíneo, conhecidas como os “mares de morros” da Bacia do Paraíba, com altitude que varia entre 700 a 1.160m. É uma Área de Proteção Ambiental (Lei Estadual Nº 4.529 de 18 de janeiro de 1985) e representa grande divisor de águas, de bacias hidrográficas de vital importância para o Estado, onde a vertente Norte drena para o Rio Paraíba do Sul e a vertente Sul para o Tietê. Está localizada entre os municípios de Mogi das Cruzes e Guararema, com extensão de 5,2 mil ha e até 5Km de largura, sobre base de rochas predominantes cristalinas pré-cambrianas, graníticas e gnáissicas, onde os espigões e colinas estão sustentados por sedimentos da Bacia de São Paulo e Taubaté. Deste total, apenas 442ha são legalmente protegidos na forma de Unidades de Conservação, sendo 89,7ha pertencentes à Estação Ecológica de Itapeti e 352,3ha ao Parque Natural Municipal Francisco Affonso de Mello, ambos localizados no município de Mogi das Cruzes”. Dizem, ainda, que “Apesar de toda a ação resultante da atuação humana – direta ou indireta – na Serra do Itapeti, o que pode ser verificado pela sistemática diminuição das áreas naturais de floresta e pela expansão da ocupação humana, a biodiversidade na Serra ainda persiste. Algumas espécies como Euterpe edulis (palmito-juçara), Dicksonia sellowiana (xaxim) e Callitrix aurita (sagui-da-serra-escuro), presentes tanto na Estação Ecológica de Itapeti como no Parque Natural Municipal Francisco Affonso de Mello, estão citadas nas listas oficiais de flora e fauna ameaçadas de extinção. Em relação às duas Unidades de Conservação, o Parque Natural Municipal Francisco Affonso de Mello possui o maior número de informações sobre a sua biodiversidade. Dentre os animais, esta Unidade de Conservação abriga 32 espécies de anfíbios; 185 de aves, 24 de mamíferos, 245 de borboletas; 165 de formigas, com uma espécie nova para a ciência, e 83 espécies de aranhas, das quais seis são espécies também desconhecidas até então pela ciência. Dentre as plantas, foram encontradas no Parque 122 espécies de plantas com flores e frutos, as angiospermas, sendo uma espécie nova, 67 de orquídeas (uma delas nunca encontrada no Estado de São Paulo), 87 de pteridófitas (samambaias, xaxins, licopódios e afins), além de 216 espécies de briófitas, sendo que 19 são novas ocorrências para o Estado de São Paulo. Novas ocorrências também foram verificadas para fungos zoospóricos, cuja riqueza está em torno de 38 espécies. Além disso, têm-se vários gêneros de microrganismos (alguns deles ainda desconhecidos) que habitam o interior de plantas e que possuem capacidade de produzir compostos de interesse para o ser humano. Mas, mesmo assim, esses dados representam uma minúscula parcela do conhecimento necessário sobre a biodiversidade da Serra do Itapeti, que, infelizmente, está sendo ameaçada pelo crescimento acelerado da malha urbana no entorno das únicas Unidades de Conservação que ela abriga”.

HISTÓRIA

A data da criação da U.C. não foi localizada.

Em 29 de dezembro de 2.008, através da Lei Municipal 6.220, foram alterados denominação, finalidades, objetivos e estrutura administrativa do parque.

INFRA-ESTRUTURA

Possui portaria, centro de visitantes e trilhas.

Informações Tel.: (11) 4790 3529

REFERÊNCIAS

Prefeitura de Mogi das Cruzes

http://www.mogidascruzes.sp.gov.br/verde/pqmunicipal.php

SERRA DO ITAPETI: Aspectos Históricos, Sociais e Naturalísticos, org Maria Santina de Castro Morini e Vitor Fernandes Oliveira de Miranda

http://www.creasp.org.br/biblioteca/wp-content/uploads/2012/09/serradoitapeti.pdf